A inclusão
A educação inclusiva é
atualmente um dos maiores desafios do sistema educacional. Criados na década de
70, os pressupostos da educação inclusiva fundamentam vários programas e
projetos da educação.
A educação especial surgiu
como um sistema de educação para crianças portadoras de necessidades especiais,
separado da rede de ensino regular, baseada na presunção que crianças
portadoras, têm necessidades que não poderiam ser atendidas em escolas
regulares. A educação especial existe em todo o mundo, através de escolas
comuns, internatos ou pequenas unidades de ensino junto às escolas regulares.
Os centros de educação
especial são normalmente organizados conforme a categoria da deficiência, como
escolas para crianças com deficiências visuais e auditivas, para crianças com
dificuldades de aprendizado, problemas físicos e comportamentais e com
problemas múltiplos. A educação separada
para crianças portadoras de necessidades especiais ocasionou a separação da
cultura e identidade de portadores de necessidades especiais e também o
isolamento destas pessoas de seus lares e comunidades.
Professores especializados
também são divididos em categorias. Eles possuem formação ou experiência
adicional em Braille, Linguagem de Surdo-Mudo, etc., há também separação em
Universidades, Órgãos Governamentais e Associações de Pais e Portadores de
Necessidades Especiais.
A inclusão é uma proposta,
um ideal. Se quisermos que nossa sociedade seja acessível, que dela todas as
pessoas com deficiência possam participar em igualdade de oportunidades, é
preciso fazer desse ideal uma realidade a cada dia. A ação de cada um de nós,
das instituições e dos órgãos, deve ser pensada e executada no sentido de
divulgar os direitos, a legislação e implementar ações que garantam o acesso de
todos.
Sabemos que mudar o contexto
atual de uma hora para outra é impossível. Desejar uma sociedade acessível e se
empenhar pela sua construção não podem significar o impedimento de acesso das
pessoas com deficiência aos serviços atualmente oferecidos. Pelo contrário,
enquanto temos nossos pés na realidade, mantemos nosso olhar no ideal.
Queremos, o quanto antes, inclusão e igualdade de oportunidades para todos.
Este trabalho enfatiza o
processo de “Democratização da educação inclusiva como um caminho a ser
trilhado”, suas questões avanços, rumos e os processos que o englobam e assim,
levar os educadores e os governantes a uma profunda reflexão de sua conjuntura
e da missão que deverão tomar para que essa realidade de exclusão social seja
minimizada.
Com isso, é de interesse
coletivo e organizacional que se viabilize com urgência no contexto do ensino
escolar a esta gama de alunos excluídos por fatores raciais, religiosos,
econômicos, sensoriais, físicos ou mesmo inabilidades orgânicas adquiridas no
período gestacional, o processo de inclusão é reconhecimento de uma prática de
incentivo e encorajamento aos portadores de necessidades especiais.
“Criando este nível de sistema escolar voltado
para as necessidades especiais em todos os focos das instituições, fundamentadas
nos pressupostos teórico-metodológicos aplicáveis ao estudo de caso, procurando
assim, enfatizar que mesmo com a diversidade, é possível ter mecanismos de
altos valores e ter níveis de qualidade e desenvolvimento no processo histórico
da educação geral e especial” (BARBOSA, 2006, p.14,15)
Portanto, atitudes que
discriminam portadores de necessidades especiais continuam a existir na
sociedade em virtude da falta de conscientização, informação e da pouca (ou
falta de) convivência com pessoas portadoras de necessidades especiais.
Romper essas barreiras
adicionais é uma tarefa difícil, mas a experiência mostra que, dentro do
contexto certo, crianças conseguem ser mais receptivas às diferenças que
adultos. As crianças serão futuramente, pais, professores, advogados e
políticos. Se elas freqüentarem escolas com crianças portadoras de necessidades
especiais, elas aprenderão a não disciplinar, isto é, uma lição para toda a
vida.